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O milho pode virar etanol

Paulo César de Oliveira
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Produzir etanol de milho pode ser um destino viávell para a o excedente do grão produzido pelo Brasil, segundo o chefe geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Corsetti Purcino. A produção de milho no Brasil já cresce ano a ano e ainda há, segundo a Embrapa, mais de 10 milhões de hectares de área disponível para o milho entrar em sucessão à soja. Dar destino ao milho produzido é uma questão crucial em alguns locais, especialmente em Mato Grosso, onde imagens de montes de grãos colocados ao ar livre circularam nas últimas semanas.

 

Até em igrejas tem milho estocado

O estado passou, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de uma produção média entre 2011/12 e 2013/14 de 17,85 milhões de toneladas para 29 milhões de toneladas em 2016/2017, o que corresponde a 28,5% da produção em todo o país. Desse total, 3 milhões de toneladas são consumidas no estado. O excedente médio de milho no Mato Grosso tem beirado 15 milhões de toneladas, que precisam ser escoadas para outras regiões do Brasil ou exterior. "Tem muito milho que não se consegue dar uso, vemos que estão armazenando nas estradas, igrejas e outros locais, porque o milho não tem preferência no armazém, onde a preferência é da soja, que tem maior valor agregado", diz Purcino. Segundo o chefe-geral da Embrapa, o etanol de milho começa a ser produzido nos Estados Unidos com o objetivo de agregar valor ao produto. Como maior produtor mundial, o país queria potencializar o lucro, uma vez que vender apenas o grão trazia prejuízo.

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