A tensão no Estreito de Ormuz, sob a guarda do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, já contaminou as expectativas de inflação e acelerou um movimento que vinha no radar: a volta das commodities com cara de tendência, não de espasmo. A restrição ao fluxo de petróleo, derivados e fertilizantes pressiona cadeias globais e reabre o risco de um choque de oferta de peso — daqueles que deixam marca. Mesmo que o tráfego se normalize, o pano de fundo mudou. O mundo está mais fragmentado, mais propenso a conflitos e com cadeias produtivas menos resilientes. Nesse ambiente, energia e matérias-primas voltam ao centro do jogo, impulsionadas por uma reorganização produtiva que exige investimento pesado e contínuo.










