Fernando Haddad (foto Marcelo Camargo/Agência Brasil) encerra seu ciclo na Fazenda entregando uma economia que desafiou as projeções pessimistas, com o PIB avançando acima do esperado e o desemprego atingindo a mínima histórica de 5,6%. O trunfo político da reforma tributária, após décadas de paralisia, é o ponto alto de um mandato que também soube respeitar a autonomia do Banco Central para domar a inflação. Em contraponto, a incapacidade de enfrentar gastos obrigatórios e a dívida bruta saltando para 78,66% do PIB mantêm o mercado em alerta. O balanço final revela um gestor que arrecadou com eficiência, mas falhou em imprimir austeridade, deixando as contas públicas como a grande pendência para o seu sucessor.










