Três nomes concentram o tráfego, o caixa e a logística do comércio eletrônico no país: Mercado Livre, Amazon e Shopee. Juntas, ampliaram sua fatia de acessos de 76,6% para 82,5% em menos de um ano. Não é oscilação; é ocupação de território. Os números, levantados pela SimilarWeb e organizados em relatório do BTG Pactual, comandado por Roberto Sallouti (foto divulgação/Banco BTG) desde 2015 , mostram o óbvio: capital compra escala, escala compra velocidade, velocidade compra mercado. Enquanto as estrangeiras despejam bilhões em centros de distribuição, frete e tecnologia, plataformas nacionais, com caixa curto, assistem ao cerco se fechar. No digital, vence quem entrega mais rápido e mais barato. O resto vira figurante. Falar em “concorrência” soa quase romântico. A disputa é desigual e tende à concentração. A pergunta não é mais quem lidera — isso está decidido. A dúvida é quem sobreviverá fora do trio.










