O Ibovespa coleciona 11 máximas nominais em 2026 e celebra força aparente. O atual presidente da B3, Gilson Finkelsztain (foto: NeoFeed), que opera o Ibovespa, no entanto, sabe que um número cheio nem sempre é uma vitória plena. Corrigido pelo IPCA, o índice ainda está 3,24% abaixo do pico real de maio de 2008: 195.844 pontos. Hoje, gira em 189.699, quase no mesmo poder de compra do pré-crise. Em dólar, a distância é maior. O topo foi 44.616 pontos; agora, 36.596 — um hiato de 21,92%. A conta expõe duas feridas conhecidas: desvalorização estrutural do real e prêmio de risco alimentado por incerteza fiscal e política. Romper o teto real seria criação efetiva de riqueza após quase 20 anos. Em dólar, é o passaporte para voltar ao radar global. Falta pouco no IPCA; no câmbio, falta confiança.










