O cenário econômico do Brasil se revela complexo e desafiador, de acordo com análise de Marcos Lisboa(foto/reprodução internet), ex-presidente do Insper, e Marcos Mendes, doutor em Economia. Para eles, o Projeto de Lei Orçamentária de 2025 foi apresentado ao Congresso com a promessa de “déficit primário zero.” No entanto, questiona-se a credibilidade dos números apresentados e seu real impacto na dívida pública do país. A análise aponta que despesas, como precatórios judiciais e gastos emergenciais, foram excluídas dos cálculos, resultando em um déficit primário de R$ 41 bilhões, o que contradiz a meta de “zero.”
Além disso, a projeção de receita líquida em 19% do PIB é considerada inalcançável, e grande parte do aumento esperado seria não recorrente. Para estabilizar a dívida pública, os especialistas sugerem que um superávit de cerca de 2,5% do PIB seria necessário, o que está longe de ser garantido nas atuais propostas orçamentárias.