Paulo Solmucci (foto: Abrasel/Divulgação), presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), considera oportunismo o modo como a Escala 6×1 passou a ser conduzida, inclusive como prioridade na Câmara. Segundo ele, ainda em 2025, o próprio ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o presidente da República haviam dito que o assunto não seria tratado “na canetada”. Paulo Solmucci avalia que tamanha celeridade não se justifica sem que sejam apresentados, à sociedade, os custos da implementação da jornada reduzida de trabalho sem alteração na remuneração.
Segundo ele, o novo modelo implicaria, em seu segmento, em um aumento de 20% nos custos de contratação de mão de obra. O impacto viria para o consumidor pagando de 6% a 8% a mais no preço final do serviço/produto. “As pessoas querem pagar este custo a mais?” Ele cita outros segmentos que poderão sofrer impacto: “No Brasil, o próprio presidente da Sociedade Brasileira de Medicina afirmou que faltam médicos. Como você ainda vai tirar daquilo que falta?”, questiona Solmucci. O setor de bares e restaurantes que ele representa é um dos segmentos em que grande parte da mão de obra é contratada na modalidade de seis dias de trabalho para um de descanso.










