O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn (foto), acredita que a mudança na direção das políticas econômicas depende de vários fatores. As reformas trabalhista e educacional estão no topo desta lista. Outros fatores listados por ele são o teto constitucional dos gastos, mudança no setor de petróleo e gás, um programa de privatizações, a definição da taxa de juros do BNDES (TLP), baseada em parâmetros de mercado, o registro eletrônico de colaterais e garantias, um marco legal punitivo e ainda uma nova relação entre o Banco Central e o Tesouro estão entre as medidas necessárias. Alguns números indicam uma situação confortável do balanço de pagamentos, segundo Goldfajn, como o déficit em transações correntes, que atingiu 0,5% do PIB em outubro, o saldo comercial de US$ 56 bilhões no acumulado até outubro e as reservas internacionais com mais de US$ 380 bilhões, o que representa 20% do PIB. Para Ilan Goldfajn, o fato da taxa de câmbio ter se estabilizado, com a melhora no preço dos ativos e com as expectativas de inflação ancoradas, com meta estipulada para este ano de 3,09%, em 2018 de 4,03%, chegando a 2020 com 4%, como consequência da queda da taxa de juros e de todos os outros indicativos de mercado mostram que a recessão acabou e a recuperação da economia está a caminho.