O economista Michael Kramer(foto/reprodução internet) analisa a recente dinâmica econômica marcada pela queda significativa nos preços do petróleo, enquanto o dólar se fortalece. Com a aparente estabilização das tensões no Oriente Médio, essa desaceleração nos preços do petróleo parece estar ligada à força do dólar, algo que historicamente resulta em preços mais baixos para a commodity. Isso sugere uma inversão na correlação usual, onde o fortalecimento do dólar impulsiona as cotações do petróleo, ao invés do contrário.
Um fator crítico é a resistência do barril de petróleo ao alcançar o suporte em torno de US$ 66; se esse nível for rompido, poderemos ver os preços despencarem para cerca de US$ 50. Surpreendentemente, mesmo com a alta das taxas de juros dos títulos, as expectativas de inflação ao longo de 10 anos aumentaram, o que contrasta com a tendência de queda nos preços de outras commodities como cobre, soja, algodão e açúcar. Este ambiente paradoxal coloca as ações em uma situação delicada, pois, apesar do aumento das taxas reais, o mercado acionário ainda não experimentou quedas significativas. Assim, a interseção entre a queda do petróleo e a elevação do dólar exige cautela e vigilância quanto às futuras movimentações do mercado bursátil.