O economista Marcos Lisboa (foto divulgação Avenue), ex-secretário de Política Econômica, acredita que a reforma tributária pode elevar de forma significativa a carga sobre empresas de serviços, setor que responde pela maior fatia do PIB e do emprego. O setor de serviços, responsável por cerca de 70% do PIB e pela maior parte dos empregos formais, vê crescer a preocupação com os efeitos da reforma tributária. Empresas enquadradas no lucro presumido, que antes enfrentavam carga próxima de 20% sobre faturamento e distribuição, podem passar a suportar uma tributação combinada superior a 47% com a entrada do IBS, CBS, IRPJ, CSLL e eventual incidência sobre dividendos. Na prática, isso amplia o peso fiscal sobre um segmento intensivo em mão de obra e com menor capacidade de compensação tributária do que a indústria. Especialistas alertam que o aumento tende a pressionar preços, reduzir margens e afetar investimentos, contrariando a promessa de neutralidade e reacendendo o debate sobre competitividade e geração de empregos.










