O Brasil colhe os frutos de uma safra recorde de grãos, mas enfrenta um velho problema: infraestrutura insuficiente. Com 328,5 milhões de toneladas previstas para 2024/25 -sendo 167,4 milhões apenas de soja, segundo a Conab -, os portos estão sobrecarregados. No Porto de Santos, o tempo médio de carregamento saltou de 10,5 para 17,5 dias em fevereiro, conforme dados da ElloX Digital. A lentidão, agravada por chuvas e falhas logísticas, já era prevista, mas a concentração do escoamento em fevereiro, a mais intensa em uma década, como aponta Fernando Bastiani (foto/reprodução internet), da Esalq-Log, acentuou os gargalos. O resultado é um efeito cascata: filas de navios, encarecimento dos fretes rodoviários e perda de competitividade no comércio internacional. A cena de navios parados virou rotina - um reflexo do descompasso entre o avanço do agro e a estagnação da infraestrutura portuária.