O diretor de Política Monetária (Dipom) do Banco Central do Brasil, Nilton José Schneider David (foto: Egberto Nogueira/Divulgação), anunciou que o Brasil fechou 2025 com a segunda maior saída líquida de dólares desde 1982. O fluxo cambial ficou negativo em US$ 33,3 bilhões, atrás apenas de 2019. O dado chama atenção porque ocorreu apesar da valorização do real ao longo do ano, sustentada por juros elevados e por um dólar mais fraco no exterior.
O problema esteve no canal financeiro, que registrou evasão de US$ 82,5 bilhões — reflexo de investimentos, remessas de lucros e pagamentos de juros. O canal comercial até ajudou, com entrada líquida de US$ 49,1 bilhões, mas foi insuficiente para compensar a sangria. A principal explicação foi o avanço das importações, que atingiram US$ 238 bilhões, o segundo maior nível da série. As exportações somaram US$ 287,5 bilhões.
Os números preliminares do Banco Central do Brasil mostram um paradoxo: câmbio resiliente, mas confiança financeira em erosão.











