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Sem poder demitir depois, empresários preferem não usar linha de crédito

Paulo César de Oliveira
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O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida (foto), disse que o programa de financiamento da folha de pagamentos está em revisão. Em audiência virtual na Comissão Mista de Acompanhamento da Covid-19 do Congresso Nacional, Almeida afirmou que R$ 17 bilhões dos R$ 34 bilhões em recursos do Tesouro Nacional para a linha de crédito para pagamento de salários já foram liberados, mas que o dinheiro “não chegou na ponta”. Ele afirmou que as empresas estão reclamando porque uma das exigências do programa é que os empregados não poderão ser demitidos após o financiamento dos salários. “As empresas estão inseguras se precisarão ou não colocar o trabalhador para fora. Vai sobrar dinheiro na linha”, afirmou. A linha emergencial de R$ 40 bilhões foi anunciada em março pelo presidente Jair Bolsonaro para pequenas e médias empresas e foi elaborada em conjunto com o Banco Central. O recurso é depositado diretamente na conta de cada trabalhador indicado pela empresa, que não pode demiti-lo no período. Do valor total, R$ 34 bilhões são recursos do Tesouro Nacional e, o restante, do banco que operar a linha.

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