Nos últimos anos, a segurança alimentar se tornou uma questão central nas políticas globais, impulsionada por crises econômicas pós-pandemia, conflitos geopolíticos e eventos climáticos extremos, que agravam a fome e a desnutrição mundial. Dados da FAO revelam que, entre 2019 e 2020, mais de 152 milhões de pessoas enfrentaram insegurança alimentar. Nesse contexto, o comércio internacional emerge como um elemento crucial, promovendo a integração de sistemas agroalimentares e facilitando o trânsito de alimentos de regiões com superávit para aquelas com escassez.
A América Latina se destaca como uma grande fornecedora, liderando as exportações líquidas de alimentos do mundo, com um total de US$ 170,6 bilhões em 2023 e projeções otimistas que indicam um aumento no superávit agrícola de 26% até 2033. A região, dotada de abundantes recursos naturais, representa 34 países com 38% de sua área dedicada à agropecuária. Apesar de seu potencial, a produção ainda não atingiu sua plenitude. O Brasil é o principal motor na satisfação da demanda global por alimentos. (foto/reprodução internet)