Não são mais sinais aqui e acolá. Tomou corpo em Brasília a existência de uma profunda angústia, paralisante, depositada no fundo de cofres de pensamentos de próceres até aqui muito bem guardada e não comentada, à evitar que afoitos e oportunistas malverse assunto, tão sensível e, a Capital entre em combustão com consequências imprevisíveis.
A escalada do bate-cabeça federal na condução de assuntos de governo é coisa pouca, é situação administrável, se comparável com o que perpassa mentes mais lúcidas sobre essa situação, extremamente delicada. O grande temor que vai solidificando essa angústia, crescente, advém da total falta de unidade entre os três poderes, com suas balizas estratégicas, dando forma ao país como uma nau sem rumo dirigindo-se à porto algum.
A coroar tudo isso, perpassa um medo paralisante de que alguma mexida de algum grupo ao pular desse barco vem gerar uma crise incontrolável. A antecipação acelerada da escolha do nome do novo presidente da Câmara foi a maior evidência em se buscar costurar uma vela para não se perder o rumo bem como a ordem do presidente Lula para que o ministro Fernando Haddad(foto/reprodução internet) não viajasse, neste momento. O imobilismo do Planalto em ser mais enérgico com o governo da Venezuela, quando literalmente afrontado, desnuda a paralisia. O que anda mais aflorado em Brasília. neste momento, não são desejos confessos de mais espaço e sim, algo maior que foi conquistado ser levado de roldão em cada um dos poderes.