Comum em protestos ao redor do mundo para dispersar multidões, o gás lacrimogênio é proibido em guerras. Ele foi testado pela primeira vez durante a Primeira Guerra Mundial, com o objetivo de forçar soldados inimigos a deixar suas trincheiras para serem atacados com artilharia ou outras armas. Com o passar do tempo, foi perdendo seu uso em conflitos armados até ser proibido em 1997, pela Convenção Sobre Proibição de Armas Químicas, firmado por 178 países. A Convenção proíbe seu uso como arma de guerra, tendo em vista o poder letal do gás quando em alta concentração. "Ele está proibido na guerra porque supostamente não se deve usá-lo como arma ofensiva", explicou à BBC Mundo, Anna Feigenbaum (foto), professora da Universidade de Bournemouth, na Inglaterra, que publicou um ensaio sobre a história do gás na revista The Atlantic. "A exceção para o uso pela polícia ocorre porque o gás não está sendo usado como uma arma, e sim como um agente de controle", acrescentou. O uso do gás em protestos tem sido criticado porque seu uso indiscriminado pode provocar problemas de saúde nos manifestantes. Uma revisão de estudos sobre os efeitos do gás lacrimogênio publicada em 2016 no Annals of the New York Academy of Sciences diz que ele pode causar sérios danos nos pulmões, pele e olhos; de crianças, mulheres e aqueles que já têm complicações nessas áreas do corpo têm riscos maiores de serem afetados. Com informações do G1.