A caminhada de Nikolas Ferreira (foto: Instagram/Nikolas) lembra a de Forrest Gump não pelo percurso, mas pelo efeito colateral. Forrest saiu correndo sem saber direito por quê — e virou símbolo. Nikolas sai andando com roteiro claro — e vira fenômeno. Um tropeça no acaso, o outro calcula o impacto. Ambos arrastam multidões, despertam devoção e irritam elites. A diferença é crucial: Forrest corria para fugir do mundo; Nikolas caminha para confrontá-lo. Um virou lenda por ingenuidade; o outro, por estratégia. No fim, o Brasil prova que política também se faz com sola de sapato — e narrativa bem amarrada.










