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Jogo Aberto

Paulo César de Oliveira
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*O fim do recesso do Poder Legislativo, no dia 2 de fevereiro, terá efeito importante sobre o caso do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) (foto), que está preso desde o dia 25 de novembro de 2015. A partir desta data voltam a contar os prazos do processo de cassação do mandato do parlamentar no Conselho de Ética do Senado. Segundo o advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende Delcídio no Senado e na Justiça, a defesa prévia deverá ser entregue o mais rapidamente possível, antes do fim dos dez dias de prazo. “A intenção é apresentar a defesa o quanto antes, talvez até antes do fim do recesso, mas isso ainda estamos vendo”, disse Basto. De acordo com o advogado, também em fevereiro, logo que termine o recesso no Judiciário, a defesa de Delcídio entrará com novo pedido de soltura. Na opinião de Basto, “é um absurdo” que o senador ainda esteja preso em flagrante desde novembro. Para ele, fica claro nas gravações que levaram à prisão de Delcídio que “os diálogos não tiveram qualquer efeito prático e o embasamento da prisão apresentado pelo Ministério Público configura mais um pedido de prisão preventiva que flagrante”.

 

*A pouco tempo de completar um ano de criação, o site com informações sobre a operação “Lava Jato”, produzido pelo Ministério Público Federal, já tem mais de 1 milhão de acessos. No endereço www.lavajato.mpf.mp.br, a entidade publicou o histórico das investigações tanto na primeira instância, em Curitiba, quanto junto ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, responsáveis por julgar as acusações contra pessoas com prerrogativa de foro. Até dezembro de 2015, foram instaurados 1.016 procedimentos com 396 buscas e apreensões, firmados 40 acordos de colaboração premiada com pessoas físicas e 5 acordos de leniência com as empresas envolvidas.

 

*Até o governo está apostando numa nova elevação da taxa Selic na reunião desta semana do Copom- Conselho de Política Monetária, que começa amanhã e se encerra na quarta-feira. Em 14,25% desde julho do ano passado, alguns economistas dão como certo um reajuste de 0,05% na taxa básica de juros, embora uma corrente aposta numa elevação de 0,25% para que a economia não sofra ainda mais. Certo mesmo é que o BC vai aumentar a Selic, até para demonstrar autonomia num momento em que a política de juros começa a ser bombardeada pelo próprio PT.

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