*O Procurador Regional Eleitoral de Minas Gerais, Patrick Salgado Martins (foto), apresentou, ontem, parecer favorável à cassação da chapa formada pelo governador e vice-governador mineiros: Fernando Pimentel (PT) e Antônio Andrade (PMDB-MG). Numa peça de 15 páginas, Martins aponta problemas na campanha eleitoral de Pimentel-Antônio Andrade. Entre elas, o procurador cita a “extrapolação do limite de gastos” no valor de R$ 10 milhões numa campanha que custou R$ 52 milhões. O procurador diz: “Reputa-se violada a lisura e higidez da campanha, maculando a igualdade e a disputa saudável entre os candidatos”. A sessão de julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da ação está maçado para esta quinta-feira.
*A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal manteve aberta uma ação penal contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. O colegiado seguiu a decisão do relator, ministro Luiz Edson Fachin, e manteve o recebimento de denúncia contra o casal e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues. O recurso do casal contra decisão da 2ª Turma, que recebeu a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, por recebimento de R$ 1 milhão na campanha de 2010 da senadora, foi julgado nessa terça-feira.
*A defesa do ex-presidente Lula apresentou ao Ministério das Relações Exteriores, contestação à posição adotada pelo governo brasileiro em petição apresentada pelo ex-presidente. Em julho do ano passado, Lula apresentou à Organização das Nações Unidas (ONU) uma petição em que alega ser vítima de violações de direitos humanos em razão das ações da Operação Lava Jato. Apresentado ao Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, o documento foi contestado em janeiro deste ano pelo governo brasileiro. Na peça protocolada, os advogados de Lula solicitam a reconsideração das informações prestadas pelo governo. O documento também foi entregue à Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Segundo o vice-líder do PT, Paulo Pimenta (RS), a defesa de Lula contesta o teor das alegações do Itamaraty, com o argumento de que a manifestação do governo assumiu uma posição em defesa de procedimentos que não encontram justificativa na legislação brasileira.
*Em novo boletim epidemiológico divulgado ontem, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou que 83 pessoas já morreram em decorrência de complicações da febre amarela. Mais 173 mortes ainda estão sendo investigadas. O atual surto da doença é o maior no Brasil desde 1980, quando o Ministério da Saúde passou a disponibilizar dados da série histórica. Até então, o ano com o quadro mais grave havia sido 2000, quando 40 vítimas da doença morreram. Os dados da SES-MG mostram que o estado já contabiliza 1.027 notificações de febre amarela. Destas, 234 foram confirmadas, 57 foram descartadas e as demais continuam sob análise.