O Conexão Empresarial, evento promovido pela VB Comunicação, reuniu representantes de incorporadoras e imobiliárias para discutir o mercado atual e o futuro da moradia do país e em outros países na live Mercado Imobiliário. Os anfitriões, os diretores da VB Comunicação, PCO e Gustavo Cesar Oliveira, conduziram a discussão, dividida em vários temas. O objetivo foi o de ouvir os segmentos, no momento em que a economia e toda sociedade brasileira passam por uma grande transformação, provocada pela pandemia da Covid-19, que mudou hábitos e prioridades. O evento teve o apoio das construtoras Caparaó, Katz, Turano, Imobiliária Só Mansões, MCA Gribel Negócios Imobiliários, OAB- CAAMG, Grupo BMG - Desenvolvimento Imobiliário e Grupo Super Nosso. No primeiro módulo da live Mercado Imobiliário, o economista e analista chefe da Toro Investimentos, Rafael Panonko (foto), ressaltou que o aquecimento da economia, em função das baixas taxas de juros, apesar dos estragos causados pela pandemia, mostrou que o sonho do brasileiro de adquirir a casa própria está mais vivo do que nunca. Com as taxas a 2% e 2,5%, mesmo com um pequeno aumento, o setor deve retomar o crescimento nos próximos dois anos.
Fundos imobiliários
Os Fundos Imobiliários, também, têm se mostrado interessantes, segundo Panonko, sendo uma opção para o brasileiro ter acesso a grandes empreendimentos imobiliários. Existe um portfólio em que se pode aplicar. Ele pondera que nesse tipo de empreendimento, todo mês o investidor recebe um pouco, livre de imposto de renda. Quanto mais cotas no fundo, mais recebe. A Toro tem um nicho grande e percebe o aquecimento pela procura de galpões logísticos, em função do e-commerce, um hábito adquirido pelo consumidor que, para ele, veio para ficar. Ele também vê a retomada dos shoppings Centers. O diretor de Expansão, Eventos e Desenvolvimento da Secovi-MG, Luiz Lara, entende que os fundos são uma realidade e proporcionam condições para que as pessoas possam investir. Mas ele entende que o mercado imobiliário em Belo Horizonte e em Minas Gerais é conservador. O mineiro, segundo ele, gosta de patrimônio, sentir a terra, que é dono do apartamento. Ele mantém o tradicionalismo e a segurança e a pandemia, que deixou um sentimento de terra arrasada, potencializou ainda mais esse desejo. Confiante nos rumos da economia brasileira, Luiz Lara acredita que o mercado aqueceu e está crescendo com as construtoras e incorporadoras indo a todo vapor.