As mudanças climáticas em 2024 atingiram um patamar alarmante, com o planeta enfrentando uma média de 41 dias adicionais de calor extremo que representam riscos à saúde. Essa análise provém de um relatório conjunto da World Weather Attribution e Climate Central, que investigou condições climáticas extremas e suas consequências globais. O estudo destacou que 26 dos 29 eventos meteorológicos examinados tiveram ligação direta com as mudanças climáticas, resultando em mais de 3.700 mortes e deslocando milhões de pessoas.
Surpreendentemente, os efeitos das alterações climáticas mostraram-se mais significativos que os do fenômeno El Niño em vários casos. Friederike Otto (foto/reprodução internet), líder da WWA, enfatiza que os danos causados pelo aquecimento global são mais evidentes do que nunca, caracterizando 2024 como uma nova era de perigos climáticos. O ano também se tornou o mais quente já registrado, com temperaturas extremas sendo observadas, especialmente no dia 22 de julho, marcando um alerta global sobre a urgência da ação climática.