As 180 cidades que negociaram os débitos com a União devem reduzir o saldo negativo, de R$ 436 milhões para R$ 249 milhões, valores mensais. A redução da dívida deve chegar a R$ 60 bilhões, segundo número do anuário Multi Cidades, divulgado ontem pela Frente Nacional de Prefeitos. Os juros e amortização, no entanto, são salgados e giram em torno de R$ 13 bilhões, o mesmo valor cortado de investimentos e custeio pelas prefeituras no ano passado. Os investimentos em 2016 foram os menores nos últimos sete anos, com R$ 41,6 bilhões. Outro assunto que ainda preocupa os prefeitos, segundo o presidente da entidade, Jonas Donizette, é em relação aos investimentos na área social. As prefeituras têm menos recursos para investir. Um dos grandes problemas está na área de saúde. Pelos dados da Frente, em 2015 e 2016, pelo menos 2,6 milhões de pessoas deixaram de ter planos privados e a depender do Sistema Único de Saúde. Os recursos repassados aos municípios para o setor são insuficientes para atender a demanda. E Donizette (foto) avisa que não adianta os prefeitos terem a ilusão de que vão receber mais recursos, porque isso não vai acontecer.