A forte alta no Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), de 14 pontos na passagem de maio para abril, informado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta mais para uma “redução no pessimismo”, num quadro que “parou de piorar”, na avaliação de Rodolpho Tobler (foto), pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV). “O que temos analisado é que é uma redução do pessimismo, parou de piorar. Abril parece ter sido o pior momento”, afirmou o pesquisador do Ibre/FGV. No caso do IAEmp, que mede a percepção do empresariado em contratar mais ou menos funcionários a partir de uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor da FGV, a parada na piora pode estar relacionada tanto ao fato de que o próprio ciclo da atividade econômica pode ter atingido o fundo do poço em abril quanto ao efeito das medidas emergências de manutenção de empregos lançadas pelo governo federal.