O 26º relatório da Human Rights Watch, divulgado ontem em Istambul, aplaude o fato de o Brasil ter recebido oito mil refugiados sírios. A questão é como o governo vai criar oportunidades de trabalho para eles. O destaque negativo ficou por conta do alto número de pessoas assassinadas pela polícia – 3 mil em 2014 – e pela superlotação das cadeias, que supera sua capacidade de vagas em 61%. Segundo relatório, no campo de abusos de violência na área de segurança pública, o Brasil enfrenta um dos piores cenários na comparação com os outros países. Além disto, a Human Rights Watch alerta para o crescimento de 40% no número de pessoas assassinadas por forças de segurança no país em 2014. Segundo dados levantados pelo Fórum Nacional de Segurança Pública, foram cerca de 3 mil vítimas em todo o Brasil. Parte das mortes ocorreu em confrontos, onde a polícia usa a força de forma legítima, segundo o documento. A emenda constitucional que permite que adolescentes de 16e17 anos sejam acusados de crimes graves e condenados como adultos, aprovada na Câmara dos Deputados, foi criticada no documento. O assassinato de sete jornalistas e blogueiros também foi considerado preocupante e consta no relatório da entidade de direitos humanos.