O presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) e da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), Edson Rogatti, criticou a defasagem da Tabela do SUS, em debate promovido pelo Comitê da Bioindustria da Fiesp (BioBrasil). Segundo Rogatti (foto), a tabela do SUS está defasada há mais de 10 anos, e de cada 100 reais gastos, o hospital recebe somente 60 reais. “Definitivamente isso é uma vergonha pública. No mínimo a remuneração para a saúde deveria acompanhar a inflação”, sustentou. “País que caminha para o desenvolvimento investe na saúde”, afirmou o presidente da CMB. Rogatti citou algumas dificuldades enfrentadas pelas Santas Casas – entre elas, a falta de dinheiro no orçamento da saúde, o pagamento lançado após a realização de procedimentos e a necessidade de redefinir o teto de repasses de algumas instituições. O perdão das dívidas tributárias não faz diferença, explicou, porque a maior dívida é com os bancos.