Desde que a ministra Cármen Lúcia (foto) determinou que os Tribunais de Justiça divulgassem, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), todos os vencimentos dos magistrados brasileiros o assunto não sai dos noticiários. Os privilégios e salários abusivos somam cifras milionárias que saem dos cofres públicos. Só de auxílio-moradia, auxílio-alimentação e auxílio-saúde, nossos juízes consomem R$ 890 milhões ao ano. Atualmente, três em cada quatro juízes no país recebem auxílio-moradia, independentemente da cidade onde trabalham e do fato de possuir ou não residência própria, e pelo menos 78% recebem auxílio-alimentação. Mas esses dados ainda estão incompletos. Em Minas Gerais, Piauí, Amazonas e Maranhão, 90% dos juízes e desembargadores também tiveram rendimentos superiores ao teto. Os menores percentuais foram encontrados nos TJs do Espírito Santo (23%), do Mato Grosso (34%) e da Bahia (45%). Dos mais de 16 mil juízes e desembargadores dos TJs, 11,6 mil ultrapassaram o teto. Brasil!