Dificilmente o governo brasileiro conseguirá reverter, em curto prazo, a decisão do governo de Donald Trump em relação as facções criminosas PCC e Comando Vermelho, classificadas como organizações terroristas. Por isso, foi elaborado um documento que será encaminhado ao Congresso dos Estados Unidos e a autoridades americanas propondo uma agenda de cooperação bilateral para o combate ao crime organizado transnacional, com foco especial no PCC, no Comando Vermelho, na lavagem de dinheiro e no tráfico internacional de armas e drogas.
A avaliação de assessores do presidente Lula foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) é a de que os efeitos práticos não serão imediatos porque as medidas terão impacto, principalmente, financeiro e indireto, atingindo mais o sistema bancário e de compliance. A preocupação está no alcance extraterritorial da legislação norte-americana. Isso porque, ao classificar uma organização terrorista, os EUA podem sancionar bancos e empresas em qualquer país que com ela, sem depender de acordos bilaterais ou da legislação local.










