As pesquisas apontam fadiga com o eixo Lula-Bolsonaro, mas o caminho alternativo não decola. O paradoxo é estrutural. Como observa o sociólogo Bolívar Lamounier (foto: reprodução InfoMoney), o país opera uma democracia sem partidos sólidos: legendas frágeis, sem identidade programática, mais voltadas à captura do Estado do que à mediação de interesses. Nesse terreno, candidaturas alternativas nascem sem lastro, viram projetos personalistas e se dissolvem antes de ganharem densidade. O eleitor até deseja ruptura; o sistema não entrega. Resultado: a polarização se perpetua não por força de ideias, mas pela ausência de estruturas capazes de sustentar algo diferente.











