Donald Trump (foto: EFE/Arquivo/Francis Chung/POOL) resolveu ressuscitar um velho delírio imperial: a ideia de anexar a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca. A Casa Branca afirma que recorrer às Forças Armadas “é sempre uma opção” e classifica a aquisição da ilha como prioridade de segurança nacional. A resposta europeia não poderia ser mais dura. A premiê dinamarquesa advertiu que uma ação desse tipo significaria, na prática, o fim da Otan. Em outras palavras: Trump flerta com uma crise estratégica de proporções globais. Comprar gelo nunca foi tão incendiário.
Trump mira o Caribe e Cuba é o prêmio
Na esteira da captura de Maduro, Trump também fez o que sabe: elevou a temperatura. Ameaçou o presidente colombiano, voltou a sonhar com a Groenlândia e lançou a frase calculadamente provocativa: Cuba “vai cair sozinha”. A ironia histórica dispensa comentários — há mais de seis décadas Washington “prevê” o fim do castrismo. Mas por trás da retórica há pragmatismo. A Venezuela tem petróleo; a Colômbia, um governo de esquerda. Cuba, porém, tem algo mais sedutor: um tesouro imobiliário colossal, a minutos da Flórida. Derrubar o regime abriria um mercado bilionário, reuniria interesses de ex-proprietários, moradores e investidores — e ofereceria a Trump o troféu simbólico de domar o último bastião comunista do quintal americano.











