A queda de Nicolás Maduro (foto: EPA/Miguel Gutierrez/Agência Lusa) induz a um terremoto político exportado para Brasília. Não é só o fim de um regime fracassado: é um espelho incômodo para o governo Lula, que apostou em abraços diplomáticos e romantizou uma ditadura em decomposição. A oposição ganharia munição moral e simbólica: “seu amigo caiu, sua narrativa caiu junto”. O discurso de democracia regional ficaria ridiculamente nu. O eleitor médio talvez não mude voto por Caracas, mas o clima muda: Lula perde autoridade internacional e credibilidade interna, enquanto a direita ganha argumento e ironia. A política brasileira, que adora teatro, ganharia um novo ato e Lula, desta vez, entra em cena sob vaias.











