Blog do PCO

Efeito colateral

Paulo César de Oliveira
COMPARTILHE
super banner topo 728x90 1
(foto: Jonathan Ernst/Agência Brasil)

O maior freio da economia global talvez não esteja nos juros, nas guerras ou nos balanços públicos, mas no humor coletivo. Uma leitura recente da The Economist aponta um dado incômodo: o mundo entrou numa era de pessimismo crônico. Não é sensação de bar. É número. Em países ricos e pobres, a maioria acredita que a próxima geração viverá pior e que o crescimento virou privilégio de poucos. No Brasil, quase sete em cada dez pessoas veem a sociedade em degradação. Na Alemanha, o pessimismo econômico virou esmagador: doze descrentes para cada otimista. Esse estado de espírito cobra pedágio real. Gente desconfiada consome menos, investe menos, adia decisões vitais — do diploma ao filho — e trava a engrenagem que sustenta o longo prazo. A economia, que vive de expectativa, passa a respirar por aparelhos. No plano político pós Donald Trump ((foto: Jonathan Ernst/Agência Brasil)) , o efeito colateral é conhecido: mais protecionismo, menos reformas, líderes que prometem atalhos e entregam becos. O círculo se fecha. Sem confiança no amanhã, o hoje encolhe. E não há PIB que cresça sob suspeita permanente.

COMPARTILHE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

News do PCO

Preencha seus dados e receba nossa news diariamente pelo seu e-mail.