A invasão de uma emissora estatal iraniana para transmitir uma mensagem conclamando a população à rebelião, após a morte de Ali Khamenei, simboliza uma nova etapa do conflito moderno: o campo de batalha agora é o sinal de televisão. Não se trata apenas de espionagem, mas de disputa direta pela mente coletiva. Ao penetrar o aparelho oficial de propaganda, o adversário contorna mísseis e fronteiras e fala ao cidadão comum sem intermediários. É a erosão silenciosa da soberania narrativa. Quando a voz do inimigo Donald Trump surge dentro da própria casa, o poder deixa de ser territorial e passa a ser psicológico — e regimes, antes blindados, tornam-se vulneráveis à eletricidade de um único comando. (Foto reprodução TV estatal iraniana)










