A crise no Irã não caiu do céu. Desde 2018, sanções dos EUA apertaram o pescoço da economia, encarecendo exportações de petróleo — quase um quarto do PIB — e empurrando Teerã para a dependência da China. O efeito bateu no bolso: inflação acima de 40% ao ano, prateleiras vazias, desemprego crescendo. O estopim veio em dezembro, com o corte do subsídio à gasolina, símbolo histórico do “combustível barato” iraniano. As ruas ferveram, Washington disse estar “pronta para agir” e, nos bastidores, comenta-se até plano de fuga de Khamenei (foto: Leader.IR). Quando a pressão econômica vira política, o regime sente o chão tremer.











