A China, de Xi Jinping (foto: Divulgação/Xinhua) acordou com um terremoto silencioso. O general Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central e efetivamente o número dois das Forças Armadas do país, e o general Liu Zhenli, chefe do Estado-Maior Conjunto, foram colocados sob investigação por “graves violações disciplinares e legais”. Boatos correram soltos, como sempre: conspiração, tentativa de golpe, ruptura interna. Provavelmente exageros. Expurgos militares na China não são exceção; são corriqueiros. Quando começam no topo, costumam terminar em punições exemplares. O fato relevante é outro: ninguém é intocável. Nem mesmo quem parecia blindado pela história, pela patente e pela proximidade com o poder. Na China, o silêncio não é ausência de crise. É o aviso de que ela está sendo administrada à moda da casa.










