O presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires (foto: Pedro França/Agência Senado), enxerga na ofensiva dos EUA na Venezuela algo maior que pirotecnia geopolítica: um redesenho do xadrez do petróleo. Com a deposição de Maduro e possível controle americano sobre as gigantescas reservas venezuelanas, Washington somaria suas próprias reservas às de Caracas e criaria uma “mini-Opep” particular — força para moldar preços e, de quebra, encurralar a China, grande compradora do óleo venezuelano. Para o Brasil, quadro ambíguo: combustível mais barato, inflação menor e juros em queda; mas Petrobras e setor perdem com preços mais baixos e encaram nova concorrência na disputa por investimentos. O tabuleiro se move, e não é jogo de dama.











