O presidente dos EUA, Donald Trump (foto: Kenny Holston/POOL/AFP), sinaliza encerrar em até seis semanas a ofensiva contra o Irã, priorizando alvos militares — marinha e mísseis — e evitando engajamento prolongado. A estratégia combina pressão geopolítica e energética: ao admitir tolerar instabilidade no Estreito de Ormuz, Washington envia recado a aliados europeus que resistiram ao apoio logístico. A mensagem é direta — menos cooperação, menos garantia de fluxo de petróleo. O efeito já aparece: combustíveis sobem na Europa, ampliando o custo político. Mas o movimento pode ser também tático. Nos EUA, a gasolina já supera US$ 4 por galão, o que limita a margem para uma crise prolongada. Entre ameaça e blefe, o tempo virou variável central.











