Em meio ao julgamento do pedido de habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mundo corporativo vivia outra expectativa: o anúncio, a qualquer momento, da renúncia de Abílio Diniz à presidência da BRF entre hoje e amanhã. Segundo analistas, a decisão da renúncia mostra a força dos principais acionistas da BRF, os fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ) e Petros, da Petrobras, que pediram ao conselho da BRF que realizasse uma assembleia extraordinária para nomeação de novo colegiado. Previ e Petros, juntos, detêm 22% das ações da BRF. Junto com o pedido de realização da assembleia, os acionistas enviaram uma chapa para a substituição e, nela, não constava o nome de Abílio (foto), que está negociando sua saída mediante a inclusão de dois nomes indicados por ele à chapa.