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Gilmar admite, mas não garante, início do julgamento da chapa Dilma/Temer na semana que vem

Paulo César de Oliveira
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes (foto), afirmou nessa terça-feira que a “tendência” é de o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer ter início na semana que vem. "A tendência é essa [iniciar o julgamento na semana que vem]", enfatizou o magistrado ao chegar no plenário da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.O tribunal eleitoral apura desde 2015, a pedido do PSDB, se a chapa formada por Dilma e Temer nas eleições presidenciais de 2014 cometeu abuso de poder político e econômico, recebeu propina e se beneficiou do esquema de corrupção que atuou na Petrobras.Pelos cálculos da assessoria do TSE, o julgamento da ação pode ocorrer já na próxima terça-feira (4). Gilmar Mendes, no entanto, se limitou a dizer “vamos ver” quando foi indagado se o processo deve começar a ser analisado na terça-feira.

 

Mais prazo

Antes de entrar na sessão da Segunda Turma do Supremo, Gilmar Mendes foi questionado sobre a possibilidade de os ministros do TSE concederem um prazo extra de cinco dias para as defesas dos partidos apresentarem novas alegações finais. O prazo para a última manifestação das defesas se encerrou à meia-noite da última sexta (24). Os advogados de PT, PMDB e PSDB apresentaram as alegações dentro do prazo-limite, mas a defesa de Dilma pediu, antes das alegações finais, que o relator concedesse mais prazo para a análise de documentos da Lava Jato anexados ao processo. Apesar de os advogados da ex-presidente da República ter solicitado cinco dias, Herman Benjamin deu apenas 48 horas. Há, porém, a possibilidade de que o prazo solicitado seja concedido, caso os ministros do TSE acatem as chamadas preliminares dos advogados, o que levaria à suspensão do julgamento no dia em que ele tiver início.

 

Tudo para preservar o mandato de Temer

Se ainda não tem uma data de início, o julgamento das contas da chapa Dilma/Temer, nas eleições de 2014, já tem um final esperado: o de preservar o mandato de Michel Temer. Quando o relatório do ministro Herman Benjamin for lido, talvez na próxima semana, todos os abusos cometidos em nome da reeleição de Dilma Rousseff estarão discriminados e a expectativa é a de que o seu voto seja pela cassação da chapa. Mas como para tudo nesse país há um jeitinho, a expectativa de aliados, não aliados e muitas de nossas excelências, é a de que os atrasos, pedidos de vista e outras manobras protocolares estendam o processo para o máximo de tempo possível, de preferência até o final de 2018.

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