Se Augusto Aras (foto) pretendia sensibilizar o presidente Lula para reconduzi-lo à Procuradoria-Geral da República, suas expectativas caíram por terra após a revelação do diálogo que sugere que Aras agiu para proteger o empresário Meyer Nigri, dono da construtora Tecnisa, de uma investigação da Polícia Federal sobre uma trama para golpe de Estado. Em uma troca de mensagens, Nigri envia a Aras os links de duas notícias: “Exclusivo: Empresários bolsonaristas defendem golpe de Estado caso Lula seja eleito; veja zaps” e “Randolfe pede ao STF que PGR avalie prisão de empresários que defenderam golpe”. Na sequência, o empresário questiona: “Que achou?” Aras responde: “Vou localizar o expediente, pois se trata de mais um abuso do fulano”. Os registros mostram diversas trocas de mensagens entre Aras e Nigri, em tom de amizade e proximidade.