A desistência de Ratinho Jr. expõe o óbvio: a frente anti-Lula e anti-Bolsonaro não saiu do papel. O “centro” prometido murcha antes de florescer, e a eleição volta ao roteiro conhecido — dois polos duros, cada qual com seu terço fiel, avançando sobre o terço volátil que decide o jogo. Gilberto Kassab (foto Marcelo Camargo/Agência Brasil), outrora tratado como engenheiro de maiorias, escorrega do pedestal; suas apostas rareiam. Sem um polo competitivo de moderação, a disputa afunila para mais um confronto áspero — ou sedutor, dependendo do humor do eleitor independente. Nesse tabuleiro, Flávio Bolsonaro soma ponto tático relevante, enquanto Lula vê escapar a chance de enfrentar um adversário mais fragmentado. O fiel da balança continua órfão — e, por isso mesmo, mais poderoso.











