Mesmo durante o recesso parlamentar, o veto integral de Lula ao PL da Dosimetria abriu uma frente de confronto no Congresso. O tema tende a dominar a agenda política nas próximas semanas. A partir de agora, deputados e senadores terão de decidir se mantêm ou derrubam a decisão presidencial em sessão conjunta, que exige maioria absoluta nas duas Casas. A oposição, liderada por Rogério Marinho (PL), líder de oposição no Senado, move-se para acelerar o processo e já articula requerimento para votar o veto na primeira semana de fevereiro, tratando o tema como prioridade política. Do outro lado, a base governista, representada por Lindbergh Farias (foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados), líder do PT na Câmara, organiza mobilização para impedir a derrubada, conectando o debate à rejeição a qualquer iniciativa que reduza penas relacionadas aos atos de 8 de Janeiro. O embate deixa de ser apenas jurídico e passa a simbolizar a disputa sobre os limites da responsabilização e o peso político do Congresso diante do Executivo.











