A Procuradoria Geral da República (PGR) enviou documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual aponta prescrição em parte dos crimes de falsidade ideológica e uso de documentos falsos atribuídos ao presidente do Senado, Renan Calheiros (foto), do PMDB de Alagoas, na denúncia apresentada contra ele no caso Mônica Veloso. A denúncia foi oferecida pela PGR em janeiro de 2013, e três anos depois ainda não foi julgada. Em fevereiro deste ano, o inquérito chegou a entrar na pauta de julgamentos do plenário do Supremo, para o tribunal decidir se abriria ou não ação penal contra o senador, mas foi retirado de pauta pelo relator, o ministro Luiz Edson Fachin, por conta de "diligências" pendentes, ou seja, verificação de provas. O parlamentar também foi acusado do crime de peculato por supostamente ter recebido propina da construtora Mendes Júnior para pagamento de despesas de uma filha com a jornalista Mônica Veloso. A prescrição ocorre quando não se pode mais haver punição em razão do tempo decorrido das suspeitas. O Supremo, no entanto, precisa decidir se houve ou não a prescrição.