O Datafolha vai às ruas com método e, também com mensagem política embutida. Ao iniciar o questionário pela eleição presidencial e só depois perguntar sobre o governo estadual, o instituto reconhece uma realidade conhecida: em São Paulo, o voto local costuma orbitar o clima nacional. O eleitor pensa no Planalto antes de pensar no Bandeirantes. O levantamento terá 1.608 entrevistas presenciais, margem de erro de 2 pontos, e custo de R$ 185,7 mil. Mas o momento é o que importa. Será a primeira medição após a formalização da candidatura de Fernando Haddad (foto Marcelo Camargo/Agência Brasil), o que transforma a pesquisa menos em fotografia e mais em marco inaugural da disputa. Pesquisas assim não apenas medem a corrida; elas ajudam a defini-la. Funcionam como o tiro de largada psicológico. Quem aparece forte atrai apoios, quem aparece fraco perde oxigênio. Em política, números são termômetro e, também profecia que tenta se cumprir.










