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Depois da campanha, a fala elegante

Paulo César de Oliveira
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Após uma campanha cheia de golpes baixos, através da qual, imitando Collor, tornou-se o porta voz dos descamisados dos Estados Unidos, o pânico dos mercados financeiros foi atenuado pelo discurso pacífico de Donald Trump (foto), logo após a confirmação dos resultados das urnas. Sua prudência contrastou com o tom belicoso da campanha. Elogiou, elegantemente, Hillary Clinton e, diferentemente de Lula da Silva no Brasil, não sustentou o discurso de sua campanha com o mantra que nos foi bastante familiar durante um certo tempo: a política do nós contra eles. Falou em união e disse, aparentemente de improviso e em tom amistoso, com surpreendente lucidez: "Agora é hora da América curar as feridas da separação, agora que está unida novamente. Para todos os republicanos, democratas e independentes de toda a nação, eu digo: É hora de nos unirmos, como povo. Eu prometo a cada cidadão que serei presidente por todos os americanos, e isso é muito importante para mim". Aos desafetos do próprio partido, pediu ajuda e orientação para que pudessem trabalhar juntos e unificar o glorioso país. Para quem esperava uma explosão desequilibrada, veio exatamente o oposto. Torçamos para que isso seja, de fato, a tônica de sua gestão. O mundo, certamente, vai respirar aliviado. Ainda assim o peso mexicano caiu mais de 13% após o anúncio do resultado eleitoral americano.

 

Comentário mais chocho

O presidente Michel Temer afirmou, após a vitória do republicano Donald Trump na eleição presidencial norte-americana, ter a certeza de que "não muda nada" na relação Brasil-EUA. Assim se expressou em entrevista à Rádio Itatiaia: "A relação do Brasil com os Estados Unidos, assim como com os demais países, é institucional. Estou mandando cumprimentá-lo pela eleição, tenho certeza que não muda nada na relação Brasil e EUA." Soou estranha essa frase dizendo que mandaria alguém cumprimentar o vitorioso. Soaria mais diplomático, um cumprimento direto, por telefone. Ou será que o nosso presidente não tem acesso ao Trump? O presidente afirmou, ainda, que os Estados Unidos têm uma "democracia sólida" e que "as coisas irão muito bem". Grande novidade.

 

Pilhéria nas redes sociais

Dizem que a principal causa da derrota de Hillary Clinton para o republicano Donald Trump teria sido uma ameaça que o presidente eleito fez àqueles americanos que se acomodam e não querem votar: - “vejam o fracasso da presidente Dilma Rousseff no Brasil. O seu péssimo exemplo está a nos indicar que este não é o momento para se eleger uma mulher como comandante da nação mais poderosa do mundo”. Maldades à parte, o brasileiro, pelo menos ficou escaldado não com o sexo feminino nos governando, mas sim com a incompetência por ela demonstrada em seu período de desacertos.

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