A direção nacional do PDT pode ter decidido contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas esta posição não deve ser seguida por todos os deputados federais da legenda. Os dois deputados mineiros, Mário Heringer (foto) e Subtenente Gonzaga devem votar favoráveis à abertura do processo de afastamento da presidente Dilma, no Congresso Nacional. Heringer disse que sempre esteve a favor do partido, mas ele tem que votar de acordo com o interesse do seu eleitorado e do que é mais justo. Esta posição deve ser seguida também por parlamentares de outros estados, já que no partido tem grupos ligados a sindicatos que são favoráveis a presidente Dilma e outros que estão na direção oposta. Ontem o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, falou que o partido se posiciona contra o processo, na reunião do diretório nacional, em Brasília, que contou com a participação da presidente Dilma. Ela aproveitou a plateia favorável para comparar o processo a que pode ser submetida no Congresso Nacional às pressões pela renúncia do ex-presidente Getúlio Vargas, que se suicidou em 1954. "Um governo pode e deve ser julgado e criticado, mas um governo não poder ser objeto de golpe, por razões que eles chamam de políticas, nem relativas à moral, nem ao uso indevido de dinheiro público, nem a qualquer outra interrupção da atividade de governamental. Não há nenhuma base para o impeachment, mas eles não ligam para isso. Não gostam de ser chamados de golpistas, mas são”, defendeu-se Dilma. Antes de se filiar ao PT, a presidente Dilma militava no PDT, um dos motivos usados por muitos petistas para não considerá-la uma “companheira” de verdade.