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Dilma se reúne com a turma da casa para definir ações anti traição

Paulo César de Oliveira
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A presidente Dilma Rousseff convocou ontem (10) os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo (foto), da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, e da Casa Civil, Jaques Wagner para uma reunião no Palácio da Alvorada com o objetivo de discutir a atual conjuntura política do país. O encontro, que não estava previsto na agenda presidencial, teve início por volta das 11h. Os ministros deixaram o local por volta das 13h, sem darem qualquer informação sobre a conversa. Essa é a primeira vez que a presidente se reúne com os seus interlocutores mais próximos após a reforma administrativa. O encontro ocorre depois de o governo enfrentar uma série de dificuldades políticas ao longo da semana. Na quarta-feira (7), por unanimidade, o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou ao Congresso a rejeição das contas do governo em 2014. Na sexta-feira (9) o parecer do TCU foi entregue à Secretaria Legislativa do Congresso Nacional. Na véspera, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), havia informado que encaminharia o parecer à Comissão Mista de Orçamento (CMO) logo que o texto chegasse ao Legislativo. O trâmite para análise das contas presidenciais tem início após a chegada do parecer à CMO. Na comissão, o relator designado tem até 40 dias para entregar o relatório. A partir daí, os parlamentares têm 15 dias para apresentar emendas, e o relator mais 15 para elaborar o texto final de um projeto de decreto legislativo. Só a partir daí é que as contas são de fato apreciadas.

 

Cargos em troca de votos

Na terça-feira passada (6), a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu reabrir ação de investigação eleitoral em que o PSDB pede cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer. Abrindo assim outra frente de batalha política para o governo. No Congresso, fracassaram as duas tentativas de votação dos vetos presidenciais que, se derrubados, vão elevar os gastos públicos. Após assumir a Casa Civil, na quarta-feira, o ministro Jaques Wagner afirmou que a apreciação dos vetos era considerada pelo governo como o primeiro teste da reorganização da base aliada após a reforma ministerial. Oficialmente, o Palácio do Planalto não confirma se haverá novas reuniões ao longo deste final de semana prolongado, com Feriado de Nossa Senhora Aparecida, amanhã (12). Na terça-feira (13), a presidente reúne-se com o vice-presidente, Michel Temer, no Palácio do Planalto. Há possibilidade de novos encontros de Dilma com seus assessores mais diretos para afinar a estratégia desta semana. O principal acerto a ser definido é a distribuição dos cargos de segundo e terceiro escalões que o ministro Wagner já deixou bem claro, serão a moeda de troca na votação das medidas de interesse do governo. O Planalto vai monitorar e cobrar fidelidade da base, especialmente de quem for beneficiado diretamente com a distribuição dos cargos.

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