O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva (foto), afirmou ontem (1°) que, após a aprovação das medidas do ajuste fiscal no Congresso Nacional, o governo espera colocar em prática a agenda positiva, com anúncios de investimentos em infraestrutura e em programas como o Minha Casa, Minha Vida. Na semana passada, o Senado concluiu a votação das Medidas Provisórias do ajuste fiscal, mas os planos do governo para reduzir os gastos ainda dependem da aprovação do Projeto de Lei 863/2015, que reduz as desonerações da folha de pagamento para 56 setores da economia. Segundo Silva, o governo está dialogando para evitar mudanças na proposta. “O governo está dialogando e esperamos que o Congresso entenda a importância da aprovação desse projeto. Esperamos que haja consenso e que efetivamente o objetivo maior do projeto seja alcançado”, avaliou, após reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff e mais oito ministros. O vice-presidente Michel Temer não participou do encontro. “Esse projeto é uma parte fundamental para fechar o ciclo de medidas tomadas para que possamos criar as condições para retomada do crescimento da economia”, acrescentou o ministro.
Tudo vai começar pela agricultura
O primeiro item da agenda positiva será o lançamento do Plano Safra 2015/2016, marcado para hoje (2). Edinho Silva não adiantou valores do novo plano, mas disse que o montante não será menor que o disponibilizado para a safra 2014/2015, de R$ 156,1 bilhões. “Tenho certeza de que menor não será. O empenho do governo é para que a gente tenha condições criadas para que a agricultura brasileira - a agroindústria brasileira - possa ter um bom desempenho e puxar economicamente toda a cadeia produtiva.” Em junho, o governo também deve anunciar o Plano Safra da Agricultura Familiar, o novo plano de investimentos em infraestrutura e o novo pacote de exportações, segundo Edinho Silva. Até o segundo semestre, também há previsão de anúncio da nova etapa do Programa Minha Casa, Minha Vida. Perguntado sobre a retração do Produto Interno Bruto do primeiro trimestre de 2015, divulgado na última sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ministro disse que o resultado está “dentro da normalidade” e que era esperado. “O governo não está pessimista. O resultado do PIB era natural que fosse esse, é normal, está dentro da normalidade. Temos certeza de que, a partir das medidas tomadas, do ajuste feito, o segundo semestre já é um semestre onde as condições serão criadas para que Brasil retome o crescimento.”