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Impeachment começa a ser disputado no voto

Paulo César de Oliveira
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Começa hoje a definição do futuro. Deputados da Comissão Especial do Impeachment iniciam a votação do relatório do relator Jovair Arantes (foto), um até agora obscuro parlamentar do PTB de Goiás que, como pensa a esmagadora maioria da população, propõe a aceitação do impedimento da presidente. Se aprovada a admissibilidade na comissão, vamos para o plenário que decidirá se haverá ou não processo no Senado. Se não, morreu o assunto. Pelo menos este pedido vai para o arquivo. Qualquer que seja o resultado, perderemos todos nós. O Brasil estará ingovernável pelos próximos dois ou três anos. Muito mais ingovernável nos próximos meses, caso o Senado abra o processo. O custo disto ninguém sabe qual é. O fato é que se temos na Câmara um comandante nada confiável como Eduardo Cunha, no Senado não é diferente. Renan Calheiros já sinalizou que vai cobrar caro do governo para “amarrar”” o andamento do processo, dando tempo para que sejam feitas, com calma, as negociações políticas que, no português correto, significa a compra dos votos. E toda esta manobra se dará próximo, bem próximo mesmo das eleições municipais que, se não houver atenção redobrada da Justiça Eleitoral, serão as razões da compra e venda dos votos dos senhores senadores. O nosso amanhã mais imediato é dos piores. A médio prazo não será diferente. O país, acreditem, estará vivendo, talvez, sua maior crise. Quem perder não deixará o lado vencedor governar, até que se tenha alguém com legitimidade para isto. Dilma e Temer perderam esta legitimidade. Cunha não tem legitimidade moral para governar, nem pelos noventa dias necessários para a convocação de uma nova eleição presidencial. Talvez fosse melhor uma renúncia coletiva e a convocação de novas eleições gerais. Mas esta solução, esqueçam. Ela exigiria muito desprendimento e espírito público. O que, convenhamos, seria até maldade exigir de nossos governantes. Quem sabe, chegando ao fundo do poço, a gente consegue encontrar uma solução? O problema é que o governo não para de cavar e este fundo não chega nunca. O reflexo de tudo isto na economia, no emprego é assunto para uma outra conversa.

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