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Indicação dos nomes da comissão especial de impeachment ficou para hoje

Paulo César de Oliveira
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Ficou para hoje a definição da lista com os 65 integrantes da comissão especial que vai analisar a abertura de processo de impeachment presidencial. A sessão do plenário vai coincidir com a reunião do Conselho de Ética e decoro Parlamentar, que está discutindo o processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (foto), PMDB do Rio de Janeiro. O adiamento foi decisão da oposição e a ala anti governo do PMDB, que resolveram lançar uma chapa independente, com viés contrário à presidente Dilma. A insatisfação com a chapa original se deve às indicações feitas pelo líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), que escolheu majoritariamente nomes contrários ao impeachment. Cada chapa precisa ter, no mínimo, 33 integrantes. Se a chapa vencedora não tiver 65 membros, novas indicações são feitas para preencher as vagas remanescentes. Estes nomes retardatários são submetidos a outra votação, o que deve atrasar ainda mais a instalação da comissão.

 

Dilma quer acabar com folga dos parlamentares

A presidente Dilma propõe que o recesso do Congresso seja suspenso para julgar o pedido de impeachment e outros assuntos pendentes, como medidas do ajuste fiscal. "Numa situação de crise política e econômica como essa que vivemos, acho que seria importante que o Congresso fosse convocado. Não é correto que o país fique em compasso de espera", criticou a presidente. Ela defendeu ainda que os congressistas folguem entre o Natal e o Ano Novo. Assim como a presidente, líderes da base aliada querem acelerar o processo de impeachment, mas também defendem uma pausa nos trabalhos para as festas de fim de ano. A estratégia do governo para acelerar o debate foi discutida nesta segunda em reunião entre líderes e o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), no Palácio do Planalto. Segundo o líder do governo na Câmara, José Guimarães, PT-CE, "a opinião da maioria dos líderes" é de interromper momentaneamente os trabalhos, durante as festas de fim de ano, e retomar as votações no início de janeiro. Ele ponderou, no entanto, que esta decisão cabe ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "O melhor para o país é trabalharmos agora em janeiro para resolver todas as pendências", disse citando como exemplo projetos sobre o terrorismo e Medidas Provisórias que trancam a pauta.

 

Falam até em comissão técnica e moderada

O líder do PSD na Casa, Rogério Rosso, disse haver um consenso sobre essa "proposta intermediária". Ele argumentou ainda que o perfil dos 65 integrantes da comissão que vai analisar o tema deverá ser "mais técnico" e "mais moderado". "Os membros da comissão precisam ser tecnicamente preparados para o embate jurídico",argumentou após encontro com o ministro. "O país não suporta ficar nessa instabilidade, temos que resolver para um lado ou para o outro", reforçou o líder petista José Guimarães. O petista afirma que há um "ambiente político" no país para a "desconstrução da tese" de impedimento de Dilma. Guimarães afirma que os componentes da comissão deverão ter "espírito público" para decidir sobre o tema, independente da "polarização se é governista ou não".

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