A apreensão do jatinho do deputado mineiro Euclydes Pettersen (foto Vinicius Loures/Câmara dos Deputados), do Republicanos, acrescenta um símbolo concreto – uma espécie de Fiat Elba do escândalo Collor – à investigação sobre as fraudes no INSS, sob apuração da Polícia Federal. Ao apontar repasses de ao menos R$ 14,7 milhões ao parlamentar, a investigação sugere que a engrenagem não se limitava a operadores financeiros, mas buscava abrigo institucional. A reação pública do deputado, ao reivindicar origem lícita dos bens, contrasta com os indícios reunidos em planilhas e mensagens que o vinculam à proteção do arranjo. O episódio amplia o desgaste da sigla em Minas e reforça a leitura de que o núcleo político era peça central para sustentar um desvio que atingiu aposentados.










